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Ainda sobre Seriados: Menção Honrosa aos desenhos animados, parte 1

16 MAR 2007

Nota: Quer mais textos sobre o assunto? Então conheça meu blog, o Praticamente Inofensivo!

Eu falei aqui sobre seriados que assisti e assisto. Mas não posso encerrar o assunto sem falar de outro tipo de série que eu assistia bastante na minha infância e adolescência nerd, nos longínquos anos 80/90, os desenhos animados. :-)

Cresci assistindo desenhos animados. adorava todos, em todas as categorias. Um dos mais divertidos, e de certa forma até importante para mim foi Caverna do Dragão, como era chamado aqui o desenho Dungeons & Dragons[bb] (nome do famoso RPG homônimo). Pode-se dizer que ele foi o culpado por me arrastar para o caminho sem volta dos jogadores de RPG :P.

Caverna do Dragão - Clique para ver a abertura do desenho Clique na imagem para ver a abertura do desenho no Youtube.

O desenho nunca teve o último episódio produzido, e rolava um HOAX (boato de internet) de que no último episódio mostraria que as crianças estavam mortas e no inferno, e que Uni, Mestre dos Magos e o Vingador eram o capeta, que ficava enganando elas. E o Tiamat, o dragão de 5 cabeças na verdade era um anjo querendo salvar as crianças. É óbvio que um final nem um pouco infantil deste era falso.

No verdadeiro final, as crianças libertavam o vingador da sua maldição e tinham a opção de voltar ao mundo delas ou ficar e ajudar a erradicar o mal daquele lugar. A série terminava em aberto.

Outro desenho muito divertido, que nem é tão antigo assim, foi Gárgulas ( Gargoyles ). O desenho tinha um formato pouco convencional para os desenhos ocidentais, se comportava como uma série, com começo, meio e fim, e os personagens iam se desenvolvendo à medida que a série ia avançando. O desenho não tinha pontas soltas na história, todas as pontas foram amarradas até o final da série.

Personagens do Desenho Gárgulas - Clique sobre a imagem para ver a abertura do desenho Clique sobre a imagem para ver a abertura do desenho.

O desenho tinha outro mérito, que era inserir a mitologia da série (a existência de raças místicas, sendo uma delas os gárgulas) na mitologia de diversos povos da terra, sem que isso não ficasse forçado.

Johnny Quest foi outro desenho que me fazia ficar religiosamente com a cara na telinha. Era o máximo ver aquela família viajando o mundo, desvendando mistérios antigos e enfrentando tiranos e cientistas loucos.

Alguns anos depois, o desenho teve uma atualização, e ficou ainda melhor. O desenho ganhou uma cara mais moderna sem destruir o conceito original. Outra coisa legal era que na época eu já começava a me interessar por bobagens como Atlântida, Triângulo da Bermudas, Croatan, reencarnações, etc. E os roteiros do desenho abordavam essas lendas, e eu adorava! Ainda hoje, eu adoro o tema de abertura da série.

Johnny Quest, a série clássica. Clique na imagem para ver a abertura do desenho Clique sobre a imagem para ver a abertura da série clássica. Ou clique aqui para ver a abertura da série dos anos noventa.

Não posso me esquecer de Thundercats. Esse desenho provavelmente é responsável por um dos “gritos de guerra nerd” mais populares, ao menos no Brasil. Quem cresceu durante a década de 90 assistindo aos Gatos do Trovão lutando contra Mun-Rá no Terceiro Mundo (seria uma alusão ao nosso Terceiro mundo), já gritou ao menos uma vez com os amigos, Thundercats! Hoooooow!, hahaha ;).

Uma coisa que me chamava a atenção na época e também chama atenção hoje, é que, juntamente com He-man, a anatomia dos personagens em geral era muito bem feita e detalhada, diferente da maioria de desenhos de ação de hoje, que são bem estilizados. Sei que em He-man, eles costumavam usar um modelo humano para deixar a musculatura fiel, mas não sei afirmar se o mesmo era feito com Thundercats.

Thundercats, clique sobre a imagem para ver a abertura do desenho Clique sobre a imagem para ver a abertura do desenho.

Outra curiosidade, é que a personagem Cheetara aparece nua “em pêlo”, no primeiro episódio da série. Se você não se lembra, pode clicar neste link e ver uma série de imagens da cena :-).

Eu estou citando apenas estes, mas na verdade eu assistia tantos desenhos que daria para preencher uns 30 posts, um sobre cada desenho. Via todos os desenhos que provavelmente fizeram parte da vida de todos: todos os desenhos da Hanna Barbera (incluindo aí Tom e Jerry), os desenhos dos Looney Toons e sua divertida versão dos anos 90 Tiny Toons, o já citado (mas não detalhado) He-man, Cavalo de Fogo, Esquadrilha Maluca, Silver Hawks, Os 6 Biônicos, Animaniacs (aliás, era um desenho divertido pacas, especialmente os pombos mafiosos, e a gata e o cachorro fugitivos), Histeria…

A Primeira Invasão Nipônica

Foi então que eles chegaram, com seus olhões, golpes epilépticos exagerados e frases de efeitos sem sentido. E dominaram completamente as crianças, virou uma verdadeira febre. Especialmente um deles, Cavaleiros do Zodíaco.

Pode parecer estranho, já que eu gostava tanto de desenho, mas naquela época (e nem hoje, diga-se de passagem) eu não gostei de CdZ(Cavaleiros do Zodíaco). Não sei dizer qual foi o motivo para eu não gostar do maior desenho de sucesso da época.

Contudo, havia outro anime (como popularmente são camados os desenhos japoneses) bem descerebrado que eu adorava, e eu tive a oportunidade de rever recentemente, na TV à cabo, Yuyu Hakusho. Conta a história de Yusuke, um garoto briguento que morre ao salvar uma criança de um atropelamento. Como ele morreu fazendo uma boa ação, ele teve a chance de voltar a viver. Depois, ele ele se torna um Detetive Espiritual, a serviço do Mundo Espiritual, e passa a investigar qualquer ação sobrenatural não autorizada no mundo humano.

Yu Yu Hakusho, clique sobre a imagem para ver a abertura do desenho Clique sobre a imagem para ver a abertura do desenho.

Esse fiapo de plot só servia para sustentar situações cômicas e/ou lutas entre os personagens (como é comum nesse gênero de anime). É só desligar o cérebro e curtir ;).

É interessante para mim pensar no motivo de sucesso dos animes. Acredito, que um dos motivos seja o fator novidade (lembrem-se, estou falando do passado, quando desenhos japoneses eram novidade). Outro também é o modelo de desenvolvimento da história. Enquanto que nos cartoons (como são chamados os desenhos nos EUA), na maioria do casos, a história não evoluía, nos animes, ela está sempre mudando. Os personagens estão sempre evoluindo, crescendo, mudando, assim como seus tele-espectadores. Os jovens se identificam melhor com alguém com defeitos e fraco, mas que vai se aprimorando, do que com a imagem do herói perfeito.

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1 Comentários:

imagem de giovana

1. giovana*

Disse em qua, 23/07/2008 - 20:17

esse desenhos sao dimaissssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

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