Salve amigos!!
Estou sumido, pois estou redefinindo algumas coisas na minha vida, mas pretendo voltar a escrever normalmente no blog em breve.
Como alguns devem saber, saiu a nova versão do Ubuntu, a 8.10 codinome "Intrepid Ibex". O Ibex, para quem não sabe, é uma espécie de bode selvagem, que não é nativo das terras tupiniquins:

Eu tenho a tradição de sempre formatar meu notebook para testar a nova versão do ubuntu do zero. Só que, as versões do Ubuntu estão vindo tão redondas que eu praticamente não tenho mais o que falar.
Desde a versão passada, eu não precisei digitar uma linha de código para fazer qualquer coisa funcionar. E desta vez também não foi diferente. Tudo funcionou de primeira.
Comecei a instalação pela manhã, bem cedo, e se eu não tivesse saído o dia todo, eu estaria com o sistema em "ponto de bala", com todos os programas que uso reinstalados e configurados, no meio da tarde do sábado.
O que facilitou bastante a minha vida foi o script criado pelo Hamacker. Ele me permitiu automatizar uma série de instalações e procedimentos simples, mas que me fariam ter que ficar na frente do PC para fazer.
O único problema era que algum programa pedia para aceitar os termos, e isso podia atrasar toda a minha vida. Então eventualmente eu conectava via VNC na minha máquina, apenas para ver o andamento da instalação.
Uma coisa muito chata que não acontecia (bom, não com muita frequência, dependia do programa usado) antes no Ubuntu e agora tá acontecendo. Quando estou com o Compiz (sabe, aquela interface gráfica 3D) ativado, os vídeos ficam piscantes. Na versão 8.04, era beleza. Encontrei umas informações, mas não cheguei a testá-las ainda.
Isso não é culpa necessariamente do Ubuntu, e sim, da minha placa lixona da ATI.
Bom, é isso. Eu gostei bastante do do Ubuntu novo, mas posso mudar minha opinião com o uso, obviamente.
Até a próxima!
Continuando o post passado, segue as minhas opniões sobre as palestras da parte da tarde do 13º Encontro de Web Design.
Palestra 4: O mundo é plano, a cauda é longa... e você ainda é o mesmo? (Chico Baldini) - Uma palestra muito boa do Chico Baldini, da W3haus, sobre um assunto deveras interessante, a Long Tail.

A Cauda Longa é um termo referente à uma parte de um gráfico Popularidade X Produtos onde os dados são classificados de forma decrescente.
Segundo a Long Tail, existem poucos produtos que fazem muito sucesso, e representam uma grande parte do gráfico. Mas existem também uma série de pequenos produtos, que vendem pouco mas tem sua parcela fiel de admiradores, que não podem ser ignorados, pois apesar de pouco populares, juntos acabam representando uma boa parcela do gráfico.
Sua palestra falou que para fazer sucesso e ser bem sucedido, você não precisa estar disputando entre os grandes no "pescoço" do gráfico, mas achar o seu nicho. E se seu nicho for pouco explorado, melhor ainda. Ele mostrou como exemplo a própria W3haus, que após abrir um escritório em Londres, descobriu que existe um nicho na produção de sites voltados para crianças, e foi criada a W3haus Kids.
Esta foi uma das melhores palestras, se não a melhor. Definitivamente, foi a palestra que mais me interessou em saber mais, para tentar aplicar na minha carreira.
Palestra 5: Comunicação Interativa - (Raphael Vasconcelos): Esta foi uma palestra muito divertida, foi a mais aplaudida e provavelmente foi a que mais fez sucesso. Mas ela foi de certa forma polêmica em vários pontos. Raphael Vasconcelos, da Agência Click, falou de como os usuários eles gostam de interação, e que a marca/produto/empresa precisa dar esta interação, e participar dela. Eu concordo com que ele disse nesse ponto.
Só que teve algumas coisas que realmente me incomodaram. Coisas pequenas, mas relevantes. A maioria referentes aos exemplos fornecidos por ele, e da forma que eles foram passados. Tenho certeza que isso é pelo fato que Raphael é Publicitário, e convenhamos, publicitários em geral não entendem o que é internet.
Uma prova disso é que muitas vezes ele se referia a um vídeo como um "site". Ele apresentou vários briefings, e um deles era uma marca de chocolates que queria aumentar as vendas. Então ele mostrou a propaganda que o chocolate vinculava, de gosto duvidoso e até suspeito. E depois mostrou um vídeo sensacional, muito engraçado, onde um gorila tocava bateria. Só isso. Mas chamava muito atenção e é altamente virótico, é evidente que os usuários iriam criar versões remixadas do vídeo. E esse foi o grande sucesso da peça publicitária. Perfeito. Mas isso não é um site. O fato de que provavelmente estava em um domínio na internet e ser exibido no navegador não classifica nada como um site. Se o gorila tivesse sido exibido como comercial de TV (e provavelmente foi)
Outro "site" que ele mostrou foi um vídeo promocional de um carro que não lembro a marca, e o "telespectador" tinha várias opções para tentar desatolar o carro. Definitivamente, muito legal. Muito bem produzidos. A publicidade no Brasil não ganha prêmios internacionais à toa. Só que aquilo não se pode definir como um site.
Vocês devem estar pensando que sou muito chato, mas caras, é meio esquisito ir para um evento de Web Design, e ver o termo web site sendo aplicado de forma tão indefinida e errônea.
O Raphael deu outros exemplos de interatividade nas mãos dos visitantes, como por exemplo um site da Nike (genial) e também um site de vendas de camisas japonês, que ficou muito bom, mas pessoalmente eu não gostei, por motivos próprios.
Mais uma coisa que vou falar da palestra dele, que é para se pensar. Na peça do Carro, ele afirmou que a campanha teve mais de 100 mil e tantas exibições e por isso foi um sucesso, correto?
Não necessariamente.
Não dá para definir o sucesso de qualquer campanha sem analisar os dados mais profundamente. Saber qual o perfil do visitante. Se 80% desses visitantes não tiver capital compatível com o produto, gente meramente atrás de um vídeo engraçado para fugir do trabalho, então na melhor das hipóteses a campanha só fez uma popularição da marca, a tornou conhecida.
Eu confesso que estas impressões são baseadas puramente no achismo. Não sou da área de publicidade e propaganda, sou um tecnólogo. Lido com tecnologia. Posso estar falando um monte de bobagens.
Como havia dito na primeira parte da resenha, achei o evento positivo sim, apesar de alguns pontos baixos. Eu ia reclamar que o evento é muito atrelado à parte visual e publicitário da profissão, e esquece de coisas que têm muita importância, como SEO, o aumento crescente do aspecto social da internet, as startups, web services... Mas eu me lembrei que é um evento de WEB DESIGN, então vou ficar quietinho :-p
Como de Praxe, posto aqui minhas opiniões à respeito do 13º Encontro de Web Design, cuja etapa da cidade de Recife (capital de Pernambuco) eu participei. Este foi o primeiro EWD que eu participei, então a única coisa que tenho para comparar são as opiniões dos blogs que eu visito e que participaram dos eventos passados.
Visão geral do evento (organização, estandes, sorteios, etc): De uma maneira geral eu gostei do evento. Foi muito bom encontrar com amigos, ex-professores, ex-colegas de trabalho e muita gente da área que você não conhece. Houveram atrasos nas palestras e outros contra-tempos, mas não lembro de ter parcipado de um evento que não tivesse inconvenientes do tipo. Os atrasos e problemas estavam dentro do esperado.
Várias empresas marcaram presença com estandes: IG, PagSeguro, UOL Host, HostNet, LocaWeb, Tecla, Verisign e CobreBem, além da própria Arteccom com a revista Web Design, todas com seus brindezinhos (geralmente canetas e blocos de anotações, algo sempre útil em eventos - O PagSeguro deu uma bolinha anti-stress e a Verisign uma camiseta) e sorteios. Tive até a sorte de ser sorteado pela Verisign, e ganhei um caneca e um porta-retratos (não, não era digital, era um simples analógico - mas é lindo).
Estivemos bem servidos de água e café. Faltou apenas um lanchinho, mas dada a quantidade de pessoas, eu acho que talvez até que houvesse algum, mas acabou antes de eu perceber sua existência. O único ponto negativo que posso levantar é o espaço pequeno onde os estandes ficaram confinadoos. Apesar de podermos andar livremente pelo Hotel, ninguém se afastava muito, e a maioria das pessoas ficava no cubículo dos estandes. Ainda bem que não levei o notebook, ele seria um fardo pesado, e eu não teria a oportunidade de utilizar.
Palestra 1 - Flashback! (Ronaldo Gazel): A primeira palestra foi bem interessante. Eu sempre achei que nos cursos técnicos e superiores de Web Design, sempre falta uma cadeira de história da arte, para mostrar toda a carga artística e histórica que o Design carrega. Teoria sempre é bom, mostra que criar não é apenas desenhar vetores ou pixels. Apesar do que acabei de dizer, o palestrante diz que algo só é arte porque alguém diz que é. Como exemplo ele mostrou um mictório que foi assinado por um artista e colocou em uma mostra. A idéia que ele quer passar é que não podemos deixar de inovar. Apesar de que para mim, uma privada sempre será uma privada.
O assunto é interessante, mas não nego que é um assunto enfadonho, e muitas pessoas bocejaram durante a palestra, inclusive eu, mas é normal depois que você viaja 2 horas em uma Van.
Tenho algo para reclamar desta palestra e também das outras, e muitas pessoas vão achar que é implicância minha por não curtir a tecnologia. Mas o Ronaldo e outros palestrantes mostraram alguns sites para exemplificar o que queriam passar, e todos eram sites em Flash. Não é que eu tenha realmente algo contra o Flash, mas da forma que se mostra nos eventos, parece que o caminho natural da Web é esta tecnologia, e quem trabalha de verdade com web sabe que não é assim que a banda toca. Ronaldo Gazel falou tanto em criatividade, mas não mostrou nenhum site que não fosse exclusivamente em Flash. Será que ele quer dizer que um site em HTML não pode ser criativo?
Palestra Virtual de 15 minutos sobre o Joomla (Ricardo Accioly): Uma palestra curta, e sem interatividade, mas levantou pontos interessantes que valeriam a pena pensar a respeito. Não uso o Joomla, mas não tenho nada contra o mesmo. O palestrante, Ricardo Accioly da NOIX, falou de alguns tabus e preconceitos a respeito do uso de CMS. Por exemplo, ele disse que o Joomla, assim como qualquer outro CMS moderno, é totalmente flexível e não vai matar ou impossibilitar o layout do seu site. Teve um ponto que o Ricardo não falou, mas tenho certeza que falaria se estivesse ali ou se tivesse mais tempo.
Quando as palestras da manhã terminaram e estávamos saindo para almoçar, comentei com um colega lá que utilizava um CMS, e ele disse que criava os próprios códigos, e que mexer com o código dos outros não era com ele. Não discuti com ele mas notei que este também é um preconceito de muitos desenvolvedores e programadores, praticamente o mesmo levantado pelos designers. Isso é assunto para um post.
Palestra 3 - Saindo da superfície: soluções estratégicas (Irving Suna): Uma palestra bem legal do cara da Fishy. Ele falou que sites não podem ter apenas uma aparência legal, mas também devem aproximar o cliente/marca/produto com o seu público. Nada que já não se sabe, mas é sempre bom ressaltar, especialmente para os que acham que uma carinha bonita é o suficiente para ganhar o cliente. Ele mostrou vários exemplos, tanto de sites de jogos em flash, para meninas, quanto o site do Plaza Shopping.
Pessoas, este artigo se tornou grande demais para escrever, mais tarde eu faço a parte dois!
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