Como vocês sabem, sou usuário feliz do Ubuntu, uma distribuição amigável e voltada para o usuário final e uso nos Desktop.
Mas se tem uma coisa que me deixa muito frustado no Linux, é a tal da compilação. Talvez até mais que a falta de Drivers.
Compilação é o seguinte: você baixa os arquivos fontes de um programa, que em geral vêm compactados em formato .tar.gz, e a partir destes fontes, você cria um binário (como é chamado um programa executável compilado), que será otimizado para a configuração do seu computador.
Não é uma tarefa para leigos e novatos, mas também não é tão complicada assim. Na maioria da vezes, se você já tiver um computador bem configurado para a compilação, basta executar os seguintes comandos dentro da pasta com o código-fonte:
$ ./configure
$ make
$ sudo make install
Um pré-requisito básico para a compilação é o pacote build-essential, que você pode instalar pelo comando:
$ sudo apt-get install build-essential
Não é qualquer programa que pode ser compilado. É necessário que o código-fonte do programa esteja disponível.
Compilar tem suas vantagens, como por exemplo:
Contudo, ela também tem suas desvantagens, que ao meu ver, ofuscam totalmente as vantagens:
Possível solução para os problemas número 4 e 5: Você pode, ao invés de compilar o código e depois guardá-lo para eventualmente desinstalar o programa, gerar um pacote .deb utilizando o checkinstall. Para instalar este programa, basta digitar no terminal:
$ sudo apt-get install checkinstall
E, na hora de compilar, substitua sudo make install por sudo checkinstall:
$ ./configure
$ make
$ sudo checkinstall
E o que isso ai fará? ele compilará o código, gerará um arquivo .deb com o código compilado, e instalará o pacote. Depois disso, você poderá deletar o código-fonte, e poderá desinstalar o programa via Synaptics ou através do comando sudo dpkg -i pacote.
...era que todas as distribuições padronizassem a forma de instalar os pacotes de programas. Eu acho que já falei sobre isso aqui em algum post.
Existem programas para Linux, bons e ótimos programas, que só são distribuídos sem pacotes pré-compilados, apenas através do código-fonte. E eu não posso culpar os desenvolvedores por isso. Eles teriam que gerar pacotes para uma infinidade de distribuições e os formatos que elas adotam (.rpm e .deb são os mais comuns), e às vezes até para versões de distribuições, como no caso do Fedora. Existe pacote para o FC1, FC2, FC3...
Mark Shuttkeworth, o pai do Ubuntu Linux em afirmar que as distros precisam se unir e se tornarem padronizadas. Ele sugeriu, e eu endosso, o uso do Autopackage, que torna a instalação de pacotes fácil em qualquer Desktop Linux, e que resolveria boa parte destes problemas na distribuição de software.
Abraços a todos.
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1. Davis Zanetti Cabral*
Já tentou usar o gentoo?
Bom, tudo pra ele é compilado de acordo com seu processador.
Desvantagem? As vezes o que tu procura não tem no portage e tu precisa fazer o mesmo processo.
Mas no resto me parece a melhor distro.
Eu uso ubuntu aqui e em casa, mas tou pensando em mudar pro gentoo dpz de ver como ele trabalha com a arquitetura 64 assim que eu trocar de processador.
2. Daiane*
Estou a procura de assuntos que possam me auxiliar,para fazer um trabalho de faculdade,onde a matéria é Arquitetura de Computadores,e as perguntas são:
O que é?
Caracteristicas?
Como funciona?
Vantagens?
Desvantagens?
Nos seguintes assuntos:
Compilação
Interpretação
Linkedição
Linguagem de alto e baixo nivel
Gostaria muito de poder contar com a ajuda de alguem...
Um abraço.
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