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Quando estreou em 2003, Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra fez um grande e inesperado sucesso, fazendo a Disney sorrir de orelha a orelha. Quem diria que um filme baseado em um brinquedo fosse render tanto dinheiro (eles até tentaram repetir a fórmula, mas o filme com Eddie Murphy foi um fracasso)? O responsável por boa parte deste sucesso com certeza foi Johnny Depp interpretando o louco e afetado pirata Jack Sparrow. Sem ele, teríamos apenas um filme de piratas com elementos sobrenaturais.
As seqüencias tornaram-se inevitáveis, e em 2006 tivemos Piratas do Caribe 2: O baú da Morte. Um filme divertido, mas inferior ao primeiro. Para começar, ele sofreu de um "Complexo de Senhor dos Anéis", com cenas grandiosas, e belíssimos efeitos especiais. Mas pouca pirataria... Também houveram muitos furos na história corrida, um problema até compreensível, pois o filme deveria tapar os buracos do primeiro filme e deixar outros que só seriam respondidas na continuação, já que a moda agora é fazer trilogias.
Apenas um ano depois do segundo (o primeiro e segundo filmes foram gravados ao mesmo tempo, outro truque ensinado pelo Peter Jackson) temos Piratas do Caribe 3: no Fim do Mundo, que fui assistir no domingo passado.
Bastante inferior aos demais, este filme teve três grandes pontos falhos, na minha opinião. Temos personagens demais (formando vários grupos com suas sub-tramas), tempo de filme demais (em decorrência do primeiro problema) e Jack Sparrow de menos. De fato, neste filme, o Capitão Jack Sparrow passar pelo menos um terço do filme sem dar as fuças na tela.
Como pontos positivos, temos os efeitos especiais, mais incríveis que nunca, a batalha entre o Pérola Negra e Holandês Voador. a participação do astro chinês Chow Yun-Fat (O Tigre e o Dragão), interpretando o Capitão Sao Feng, e é claro, a participação do guitarrista do Rolling Stones Keith Richards, interpretando o Guardião da Lei dos Piratas e pai de Jack Sparrow. Keith Richards foi a inspiração do Johnny Depp para criar seu personagem, pois ele considera os piratas os astros do rock daquele tempo.
Finalizando, o filme é bom, mas não vale o preço do ingresso. Alugue quando chegar nas locadoras. Com mais de 2 horas e meia de duração, o filme seria muito mais agradável se fosse reduzido para 2 horas.
Há, e como vocês já devem ter imaginado, teremos mais um episódio de Piratas do Caribe no cinema. Afinal, a Disney quer (e vai continuar querendo enquanto puder encher o rabo de dinheiro), e o mais importante, Johnny Depp também quer. Sem os chatos Will Turner e Elizabeth Swann, eu espero que seja um filme leve e divertido como o primeiro filme, com muito rum e lutas de espadas, sem necessariamente lotar cada centímetro da tela com efeitos digitais.
Na cena depois dos créditos, Will turner retorna à terra firme 10 anos depois, como manda o contrato do Holandês Voador e encontra Elisabeth Swann acompanhada de um garoto, que é filho de ambos.
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