Marcus VBP

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Minha "lista de desejos" para o Linux

18 NOV 2008

Sou usuário do (Ubuntu) Linux a mais ou menos três anos, se não me falha a memória. Acredito que comecei com o Ubuntu 5.x (não se foi a versão de Abril ou Outubro).

Nestes 3 anos, posso afirmar com certeza que o Linux para Desktop evoluiu muito. Quero dizer, sempre houve uma evolução no Linux no sentido do Desktop, mas geralmente ela era lenta e apenas em algumas distribuições, mas foi constante.

Contudo, existem alguns pontos, que, entra ano e sai ano, eu gostaria de ver implementados no Linux (não necessariamente no Ubuntu, mas no Linux de uma maneira geral). São coisas básicas, mas essenciais para uma experiência desktop mais tranquila, mas que nunca foram implementadas. Não sei se é porque existe uma cultura de que Linux é "feito de Geek para Geek", e as funcionalidades mais básicas são colocadas em segundo plano, ou se por outro motivo que desconheço.

Alguns destes pontos não são necessariamente problemas do Linux (o kernel), mas sim das distribuições, ou dos desenvolvedores.

Enfim, resolvi postar aqui uma lista de coisinhas que gostaria de ver implementadas no Linux. Ou que os desenvolvedores de aplicativos para Linux passassem a seguir. São elas:

Criar uma maneira única de se instalar pacotes de programas. Apesar de ser muito fácil de instalar programas no Linux (ao menos no Ubuntu/Debian), não existe um padrão único para pacotes de arquivos pré-compilados que estejam fora dos repositórios. Existem pacotes .deb e .rpm, e devem existir outros que não lembro no momento. Quer um exemplo? Na página de download do Skype tem nada menos que 11 opções para escolha. Na boa, deveria existir apenas duas opções, o pacote pré-compilado, e um arquivo compactado, para distro mais obscuras que não adotassem o padrão universal. A intenção de um pacote de instalação único existe, mas não é adotada, sabe-se lá porquê!

Acabar com o "dependency hell". Uma coisa que eu acho muito massa no Linux é o fato de que você só instala no sistema aquilo que é necessário. Vai instalar um programa, e ele precisa de uma biblioteca? Não tem problema, o sistema irá baixar e instalar para você. O problema é que quando você não tem a biblioteca nos repositórios. Aí pode acontecer de você ter que fazer uma epopéia pela internet, procurando esta biblioteca obscura, para achá-la em uma página hospedada em alguma universidade, e depois compilá-la... o que também pode ser um problema, se para compilar esta biblioteca você precisar de outra biblioteca, ainda mais obscura. Bom, acredito que está na hora de acabar com esta prática.

Não estou dizendo que empacotar um programa sem as bibliotecas necessárias para ele funcionar não seja útil... Quando você tem um espaço em disco ou link para a internet limitadíssimos, e precisa ter um sistema bem limpinho e otimizado para rodar embarcado, então desta forma é melhor. Mas este cenário é muito diferente do cenário desktop atual, onde temos HDs imensos, e links de internet na maioria das vezes aceitáveis. Eu preferiria correr o risco de ter uma biblioteca duplicada no sistema, do que perder 1 hora catando um código na internet.

Desenvolvedores, disponibilizem seus programas Open Source em pacotes pré-compilados. Sério gente, se querem que seus programas sejam utilizados, tenham visibilidade, PAREM de disponibilizar apenas o código-fonte dos mesmo. Sim, eu sei que existem parâmetros de compilação, que permitem que o programa fique otimizado para seu processador, etc etc... Mas pessoas, novamente, para a realidade atual, isso não tem espaço. Em 1992, quando você tinha um máximo um processador de 100 mhz e 8mb de RAM, qualquer ajuda para tornar um programa mais rápido era bem vinda, mas hoje, com a quantidade de memória disponível, e processadores de mais de núcleo se tornando lugar comum, qualquer otimização de velocidade torna-se irrelevante, a menos em programas muito pesados, em que uma otimização garanta vários segundos a menos de resposta, e não milisegundos a menos.

É claro que isso esbarra no primeiro problema que eu falei, a falta de padronização no mundo Linux no que diz respeito a distribuição de pacotes pré-compilados...

Produtoras de hardware tendo um pouco mais de atenção com usuários Linux, e lancem drivers de seus produtos para usuários de Linux também, afinal, eles também são gente. Muita, mas muita coisa mesmo roda no Linux sem necessidade de driver. Quando instalei o Ubuntu 8.10 no meu notebook, não precisei baixar driver nenhum, tudo funcionou "out of box". Quando instalo o Windows XP, tenho que instalar mais de 200mb de drivers, ou nada funciona.

Contudo, lendo os fóruns, vez ou outra aparece alguém com um hardware exótico vindo da China ou de algum lugar asiático, e é sofrível fazer este equipamento funcionar.

Isso não é culpa do Linux, e sim das empresas, que estão presas em um círculo vicioso: Elas não lançam Drivers para o Linux porque não existe uma massa de usuários significativos usando o sistema; novos usuários não aderem ao sistema porque seu equipamento não possui driver.

Não existe uma forma de contornar isso imediatamente. A melhor forma de lidar com isso é mudança de comportamento do consumidor, que deve procurar se informar com a comunidade se determinado equipamento funciona no sistema operacional que ele usa. Com isso, o usuário vai ficar feliz, pois vai ter o equipamento funcionando direitinho, e os fabricantes irão prestar devida atenção à outros sistemas operacionais.

Produtoras de software passem a produzir para o Linux. Aqui existe o mesmo problema do círculo vicioso descrito acima no caso dos produtores de hardware.

Sendo sincero, nem sinto muita falta de software. O software nativo do Linux me supre bem as necessidades, e tem a grande vantagem de ser de graça (bom, alguns não são de graça, mas a maioria é).

A verdade é que a produção de softwares consagrados calaria a boca de uma grande quantidade de profissionais (falo especificamente da minha categoria) que ficam de mimimi, porque software X não tem pra Linux, ou não roda no Wine...

Raios, quem faz o trabalho é o profissional ou a ferramenta? Já deram uma chance ao software alternativo? Ele faz bem o que propõe, não custa o olho da cara (se bem que tocar nisso é chover no molhado, todos pirateiam mesmo, caso contrário usariam Mac), e é multi plataforma. Gosto muito de insistir na máxima que quem cria a obra é o artesão, e não sua ferramenta.

O que eu sinto falta são de Games... estes raramente saem por estas terras.

Interface de usuário um pouco mais polida. Um problema muito comum em vários programas do Linux (Linux, Linux, Linux, quem disser quantas vezes esta palavra aparece no texto, ganha uma bala Juquinha), é sua interface podraça, pouco intuitiva, com ícones horrorosos. Tive o Desprazer de conhecer vários programas assim quando precisei autorar um DVD.

Caro colega programador, sei que é complicado pensar e administrar um projeto, mas tenha em mente uma coisa: uma interface bonita ou podraça pode ser decisiva para um usuário decidir usar um programa ou não.

Se não souberem fazer bonito, pelo menos tenham o bom-senso de fazer a coisa usável, e por todos os deuses, não tentem colocar gosto pessoal em algo que será utilizado por todos, a menos que você saiba o que está fazendo.

Sério, deveriam ter mais mais designers e projetistas de interfaces envolvidos em projetos de software Open Source/para Linux.

Você pode perguntar porquê que eu não paro de reclamar e ofereço meus serviços a algum projeto que necessite de ajuda. Eu posso responder que eu sou um maldito preguiçoso, ou posso responder que mal tenho tempo de comer longe do computador. Acredite no que quiser. Mas este artigo não é sobre mim, e sobre o que eu penso.

Bom, é isso. Para mim, estes são os pontos que eu gostaria de ver resolvidos no(s) próximo(s) anos, para que o Linux atinja uma excelente experiência de Desktop. E para vocês, qual a lista de desejos para o Linux de vocês?

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24 Comentários:

imagem de  Minha “lista de desejos” para o Linux e

1. Minha “lista de desejos” para o Linux e*

Disse em qua, 19/11/2008 - 08:03
[...] por Marcus VBP (falecomigoΘmarcusvbp·com·br) - referência [...]
imagem de Olavo

2. Olavo*

Disse em qua, 19/11/2008 - 08:47

Cara muito bom o seu texto, quase tudo que você colocou aqui são verdades!
Antes eu usava o Linux apenas para tirar vírus do Windows ou recuperar arquivos após uma "travada" de sistema. Hoje as coisas estão bem diferentes, não vejo muita necessidade de utilizar o Windows, a única coisa que as vezes me faz ter que usar o "maldito" Windows é o ACTIVEX. Não sei porque os programadores web ainda utilizam esta porcaria que deixa você atrelado ao sistema Windows, sendo que hoje muita gente já utiliza outros sistemas. O pior de tudo é que isso tem solução, não é tão dificil de resolver e quando você liga para os criadores de sites com ACTIVEX, eles falam que não vai ser resolvido, tipo assim, o problema é seu, ou você usa o Internet Explorer ou não usa o site! Sou cliente da VIVO faz muito tempo já, não consigo entrar no site para ver minhas contas antigas, por exemplo, não funciona de jeito nenhum. De uns tempos pra cá desisti e nem uso mais o site, confesso pra vc, se tivesse outra operadora melhor de celular, trocaria só pra ver o site funcionando no linux. Pq eles não resolvem isso?
Quanto aos programas que você falou que deveria ser unificado, não acho legal. Umas das coisas mais interessantes no linux é exatamente você ter opção de escolha. Imagina que chato você usar o Suse com pacotes rpm e ubuntu com pacotes deb, acho que seria melhor então ter apenas uma distro.
Não temos que pensar em deixar o Linux ser igual ao Windows, temos que entender que é um sistema operacional diferente, com muitas opções de instalação, personalização....etc.
Vamos pensar no Linux do futuro, onde você não tem distro pra escolher, só tem apenas uma opção, qual seria? Você prefere o Ubuntu eu prefiro o Ubuntu, então vamos jogar fora todas as outras opções, nada de pacotes rpm, personalizações de Desktop, nada de KDE só gnome. Os pacotes deb se tornariam .exe, legal falta só funcionar o ACTIVEX, então vamos instalar o INternet Explorer.Imagina que coisa fantástica, entrariamos no baixaki e baixariamos software através do site e depois instalariamos com 2 cliques em cima dele e ainda por cima nem saberiamos o que o programa realmente instala. O que teríamos um Windows Open Source ou Windows Free ou o nome que você quiser.
O legal do Linux é exatamente isso, se você é um cara que gosta de fuçar e aprender, você usa o seu sistema operacional e aprende, desvenda , corrige erros.
As pessoas são muito preguiçosas e burras pra falar a verdade, preferem tudo pronto, não querem mais pensar. Pq que quase ninguem usa o WNDOWS VISTA? Pq ele é diferente do Windows XP.
Agora deixo aqui uma pergunta:
"Como será o Windows 7? Quem vai usar? Ele vai ser igual ao Windows XP?

imagem de Leandro Santiago

3. Leandro Santiago*

Disse em qua, 19/11/2008 - 08:48

Olá, gostei da sua lista de natal... :-)

Só não concordei totalmente em alguns pontos, principalmente em se falando de interface.

Em relação aos ambientes gráficos, acho que os presentes no (GNU/)Linux são muito mais bonitos que no Windows. Tanto em temas (já que na maioria deles vocẽ pode mudar tudo, desde ícones, cores, bordas, barras, etc), enquanto que no Windows você tem uma interface padrão que não muda. Não muda ícones, não muda cores, não muda temas. E, quando muda, as opções são limitadíssimas.

Mas o problema ocorre quando estamos falando de programas utilitários. Aí é verdade.

Boa parte dos programas da Microsoft não usa a toolkit padrão para desenhar os widgets. Isso pode ser visto na interface do MSN Messenger, dentre outros.

Mas se você perceber, verá que os widgets padrão do Windows - mesmo os do Vista - são horríveis! Parecem aqueles da interface Tk, todos quadrados...

Já no Linux normalmente utiliza-se somente um conjunto de widgets padrão, em Qt ou GTK. Mas isto já está mudando, já que estas duas toolkits estão pouco a pouco incluindo recursos que permitem ao desenvolvedor criar algo com uma boa aparência.

Daí vem a usabilidade. Não entendo muito de usabilidade, confesso. Mas não imagino o que realmente seja a usabilidade perfeita.

A Microsoft, a Adobe, a Apple investem muito dinheiro em usabilidade. Já a maioria dos projetos de software livre não tem uma pessoa dedicada na totalidade do tempo à este assunto. Mesmo assim surgem idéias interessantes. Aqueles que tem pessoas dedicadas à analisar e pensar a interface - maioria dos projetos grandes, como ambientes gráficos, etc - são bem sucedidos nisso.

Realmente é muito dificil para um programador pensar em Interface gráfica. Normalmente para ele um negócio basicão que só ele entenda já está bom. Quando o projeto cresce, é necessario haver alguém para cuidar desta parte. Infelizmente isto nem sempre acontece.

Quantp à questão dos pacotes, isto é muito discutido e provavelmente o assunto nunca será resolvido. O método atual de instalação é muito interessante, pois difere dos métodos utilizados no Windows e Mac, onde você deve acessar o site do programa para utilizá-lo. Na maioria das distros, é muito fácil e cômodo instalar ou remover um programa se ele estiver no repositório. O problema é quando você é obrigado a pegar coisas fora dos repositorios, pois aí surge o problema de incompatibilidade entre pacotes.

Um sistema universal não seria a solução, já que cada distro tem uma coisa específica que a caracteriza, como o gentoo tem o portage, o rh tem o rpm, o ubuntu tem deb, etc...

Acontece que há um padrão de pacotes que é o RPM, mas ele não é utilizado pela distro mais famosa, o Ubuntu. Vê se pode!

A maioria das incompatibilidades entre pacotes se dá em nível de binário, e não em formato do pacote. Eu mesmo utilizo vários pacotes de outras distros em casa, e funcionam quase sempre bem. Mas às vezes um programa é linkado com determinada biblioteca e não funcionará com outra. Aí começam vários problemas.

Att.

imagem de Wagner Santos

4. Wagner Santos*

Disse em qua, 19/11/2008 - 09:15

Cara, concordo contigo. Acho que um dos principais problemas é a falta de uma padronização.
Se olharmos os repositórios existem 3, 4 ou mais programas que fazem a mesma coisa e que unindo forças dariam um resultado muito melhor do que trabalhando sozinho.
Tomaram que eles ouçam o seu (nosso) apelo.
Fique com Deus.

imagem de Adam Astor

5. Adam Astor*

Disse em qua, 19/11/2008 - 09:27

Parabéns pelo conteúdo.

imagem de Anônimo

6. Anônimo*

Disse em qua, 19/11/2008 - 09:27

bah comentários de um newbie. continue usando windows e seja feliz. seu laranja.

imagem de Fernando

7. Fernando*

Disse em qua, 19/11/2008 - 09:37

Muito bom seu texto Marcus. Eu sou um dos que vive chorando sobre os softwares consagrados não terem uma versão para Linux. Eu sinto falta, principalmente, do Photoshop, e sim, eu já tentei usar Gimp, Inkscape e até o Pixel, que prometia ser um Photoshop para Linux, mas, simplesmente sou viciado no programa da Adobe. Só para citar uma coisa simples, que o Gimp não possui e o Photoshop e Pixel possuem, sabe a ferramenta de texto? Você já conseguiu utilizá-la para criar um texto e dar à uma parte do texto uma cor e à outra parte outra cor? :P Parece tão besta, mas no Gimp eu não consegui fazer isso hehehe. Mas, mesmo muito lento, eu utilizo o Wine e consigo usar o Photoshop sem problemas. Atualmente aqui na empresa, tive que formatar meu Ubuntu para usar o Windows, como o processador só tem um núcleo e, digamos um núcleo não muito bom (Sempron Socket A), e a memória não é aquelas cosias, acabei tendo muitos problemas pra rodar os softwares no Wine. Tenho que usar os IEs, utilizo ás vezes Photoshop, um Counter-strike também afinal sou filho de Deus :) e acabou não ficando tão viável usar tudo isso. Mas em casa o Ubuntu tá rodando 100% :)
Bom eu concordo com todos os itens que você citou, e falando-se de interface de usuários, ela já foi pior. Depois que o Gnome lançou o projeto de padronização de interfaces HIG (Gnome Human Interface Guidelines), elas melhoraram muito e contribuiram para o feedback dos usuários dos sistemas. Se algúem quiser dar uma lida sobre elas: http://library.gnome.org/devel/hig-book/stable/. O Tango também contribuiu muito para isso, dando padronização na criação de ícones, mas, por ser um projeto do Gnome, infelizemente o KDE não o adotou, o que não o tornou um padrão universal, sugerido pelo FreeDesktop. Acho uma das coisas que não contribui pra uma padronização de coisas do Linux é a maneira de pensar dos desenvolvedores. Muitos deles possuem a cabeça fechada, isso acaba estragando ótimas idéias, por uns inovarem e outros apenas não quererem se "acostumar".
Bom, finalizando o comentário, você falou Linux no seu texto 27 vezes (alguém me corrija se eu estiver errado).
Falou, até mais.

imagem de Marcus VBP

8. Marcus VBP

Disse em qua, 19/11/2008 - 09:42

Olavo, quando me refiro em padronização, não me refiro a extensões, interface, etc. Me refiro ao sistema mesmo, é facilitar para um desenvolvedor, uma produtora de software, gerar uma distribuição de programa que será acessível (de fácil instalação) para o usuário leigo, e que possa ser instalado em qualquer distribuição Linux.

Tipo, imagine como deve ser gerar e dar manutenção para 11 tipos de pacotes diferentes?

Wagner. Pois é, isso é até outra coisa que poderia melhorar. Às vezes é melhor juntar forças para melhorar um programa do que criar um Fork ou um projeto paralelo. Por outro lado, concorrência sempre é bem-vinda...

Anônimo, não gostou? vaza.

imagem de andreduartesp

9. andreduartesp*

Disse em qua, 19/11/2008 - 10:00

Gostaria de uma maior integração entre os ambientes desktop, por exemplo configuração de papel de parede, Temas de ícones, cores, aplicativo padrão. Bookmarks compartilhados entre os navegadores.

imagem de LuizH

10. LuizH*

Disse em qua, 19/11/2008 - 10:11

Programas consagrados da Adobe tem versao para MAC e não tem para linux.
Acho isso um boicote ao linux, pois deve ser fácil portar para o linux, pois,
o MAC OS X é padrao unix e certificado. E outros casos em q existe versoes p MAC
e não p linux acho que é boicote e descaso a uma plataforma crescente e promissora.

imagem de O que falta no Linux |

11. O que falta no Linux |*

Disse em qua, 19/11/2008 - 10:17
[...] a distribuição Linux de você utilize (Ubuntu, Suse, Red Hat, etc, etc) é só dar uma olhada na lista que você irá se recordar das dificuldades que encontrou na sua entrada no mundo Linux ou [...]
imagem de Gustavo Picoloto

12. Gustavo Picoloto*

Disse em qua, 19/11/2008 - 10:24

Eu discordo dos pontos apresentados:

1) Criar uma maneira única de se instalar pacotes: todas as existentes tem suas vantagens e desvantagens. Se não fosse alguém não gostar da primeira que surgiu, não teríamos outras maneiras de se instalar e provavelmente só teríamos o código fonte para compilar. Se nem no Windows existe uma maneira única de se instalar as coisas e isso não é problema lá, por que seria no Linux?

2) O problema das dependências não deveria existir se você usasse somente os repositórios oficiais da sua distro favorita. A partir do momento que deseja "se aventurar" fora dos repositórios oficiais, você deixa de ser um "usuário leigo" e poderá enfrentar esses problemas sim. Não quer ter esses problemas, use somente os repositórios oficiais :)

3) E se o desenvolvedor usa uma distro que não é a mesma que a que você, ele vai disponibilizar compilado somente na distro dele? Ou ele terá que compilar para todas as distros existentes? Não é melhor ele usar o tempo dele desenvolvendo ao invés de compilando? Deixa este trabalho para os empacotadores das próprias distribuições :)

4) Sobre ter drivers oficiais para Linux. Seria legal sim, mas isso vale a pena para o fabricante, financeiramente falando? Quanto se gastaria para escrever um driver pra Linux e quanto se ganha com isso? Se vale$$e a pena já teria o driver pra Linux, vide ATI e NVidia, que tem drivers mas são grandes produtores, valeria a pena para um pequeno fabricante por exemplo?

5) Sobre as produtoras de software não lançar produtos para Linux, você acha que se não vale$$e a pena elas já não teriam feito isso? É o mesmo caso dos drivers.

6) Sobre a interface, cada um tem seu gosto, tem gente que conheço que não gosta de interface gráfica, diz que ela "só serve" para abrir um monte de shell um do lado do outro :)

imagem de andreduartesp

13. andreduartesp*

Disse em qua, 19/11/2008 - 10:33

Com relação aos drivers existe uma iniciativa da Linux Foundation para criar drivers para linux gratuitamente, qualquer empresa que os procurar eles desenvolvem o driver e se a empresa quiser eles assinam termos de confidêncialidade sobre o hardware. A única exiG~encia é que esse driver seja open source.

imagem de Diego

14. Diego*

Disse em qua, 19/11/2008 - 10:37

Fui usuario Conetiva, usei o Archlinux e Fedora, experimentei um tal de Ubuntu (ahrghrgrhrg) e agora estou acompanhado o projeto do DreamLinux.

Eu não tenho nada a reclamar da interface do linux, pois acho extremamente personalizavel! O que ajuda muito, mas a usabilidade não e das melhores! (Todos notam: humm podia ter aquele botão aqui que iria ficar muito mais pratico e legal! Mas porque ninguem poe?? Boa pergunta não? Sera que o shell e realmente mais pratico??? Depende!)

Esse mundo de pacotes e repositorios, que tem q usar o "lenny" em vez do "cambride"! Sem falar que alguns so disponibilizam em rpm outros em deb e outros nem isso! affffff!

aarrrrrrrrggggggg!!!!! Pelo amor de deus! aposentem a "pretinha" (vuglo console!) Deixem ela só para os profissonais!

[]´s

imagem de Marcus VBP

15. Marcus VBP

Disse em qua, 19/11/2008 - 10:56

andreduartesp, isso já existe cara, ou não entendi o que você quiz dizer.

LuizH, Não é uma questão boicote. A questão é que desenvolver para Mac é muito mais fácil que para Linux. É uma plataforma só, um hardware só... Sem falar que tem a Apple para dar suporte para qualquer coisa.

Além disso, bom, posso estar falando bobagem, mas acho que li em algum lugar que o Linux é Unix-like, mas não é certificado Unix. Para isso é necessário seguir uns padrões e ser avaliado em uma certificação.

Gustavo,

1. a questão é que estou falando em Linux para Desktop, e existe alguma coisa mais anti-user friendly que compilar um pacote? Posso falar com certeza que minha pode ir numa página e baixar um programa que não esteja nos repositório, mas ela nunca consiguiria compilar nada.
2. Pois é, cada dia menos eu necessito buscar um programa fora dos repositórios. Além disso existe sites como o getdeb que facilita a vida também. O problema é que eventualmente você pode precisar de algo para fazer funcionar um celular, por exemplo, e isso não vai ter nos repositórios. Aí a porca pode torcer o rabo.
3. por isso que a padronização do ambiente Linux é importante. Para facilitar o empacotamento de programas em primeiro lugar.
4. Sim, sei disso, mas por isso é que eu chamei de "lista de desejos"... Uma padronização no ambiente Linux também ajudaria aqui.
5. lista de desejos... :-P
6. De fato, mas este seu amigo não pode ser considerado usuário padrão de desktop.

imagem de Anônimo2

16. Anônimo2*

Disse em qua, 19/11/2008 - 11:05

Continue sendo um maldito freetard e usando linux seu abacaxi.

imagem de Anônimo2

17. Anônimo2*

Disse em qua, 19/11/2008 - 11:09
Anônimo2 wrote:

Continue sendo um maldito freetard e usando linux seu abacaxi.

Estava me referindo ao comentario do Anônimo.

Agora excelente texto, tudo que eu sempre quis que o linux tivesse.

imagem de Anônimo

18. Anônimo*

Disse em qua, 19/11/2008 - 11:12

Cara,

Vai contribuir e para de reclamar. Que tal?

Deixa de ser usuário Windows.

imagem de Renato

19. Renato*

Disse em qua, 19/11/2008 - 13:19

Eu entendo suas reclamações, mas muitas delas são por não conhecer a realidade do desenvolvimento de software livre. As coisas não são assim. "Todos usem o sistema de pacotes X", isso não existe nas distribuições Linux pois não há uma centralização (ou monopólio).

Interface polida. a maioria dos projetos comaçam independentes e muitos continuam. Não simples ser programador, artista, publicitário, analista de qualidade, projetista e gerente de projeto nas suas horas vagas. E isso acontece com muitos, muitos softwares windows. No mais, eu considero boa a interface dos projetos renomados e que tem patrocinio.

Pacotes Pre-compilados, você nem sonha no trabalho e tempo necessário para manter pacotes pré-compilados, um para cada distribuição famosa. Se manter só um: "Seu @#$%* você discriminou minha distribuição". Se fizer um 'genérico'. Acredite não vai funcionar. E vai chiver e-mails na sua caixa de e-mail ja lotada com pedidos de ajuda pois seu pacote não funcionou.

imagem de Elder Marco

20. Elder Marco*

Disse em qua, 19/11/2008 - 14:27

Gostei do artigo, expressa muitas da minhas opiniões. Principalmente em se tratando de uma padronização ou de pensar mais em facilitar as coisas para usuários leigos que não querem gastar seu tempo precisando aprender a mexer no sistema (são a maioria, eu acho).

imagem de Rodrigo Zimmeramnn

21. Rodrigo Zimmeramnn*

Disse em qui, 22/01/2009 - 23:29

Seus desejos nunca serão realizados. NUNCA MESMO!

Quer saber o porquê?

O Linux é apenas um kernel de um sistema operacional, todo o resto do sistema operacional fica por conta das distribuições.
Como vão padronizar todas as distribuições? Como vão padronizar todos os aplicativos que compõem o sistema operacional?

O objetivo de cada distribuição não é proporcionar algo diferente ao usuário? Que motivo existiria em usar o OpenSuse se ele fosse 100% igual ao Ubuntu, ou mesmo vice e versa?

Como estaria o profissional que adotou uma distribuição Linux voltada para a sua área se a distribuição que ele adotou é 100% igual ao Biglinux, que não tem nada haver com suas necessidades?

Como estaria o usuário que possuiu um computador com hardware ultrapassado? Qual distribuição ele instalaria? A versão mais recente do Ubuntu?

Analisamos os problemas do Windows ser um sistema operacional padronizado e com poucas variações entre as versões:
- Usuários com computadores modestos podem instalar o Windows Vista? Neste caso, a Microsoft oferece alguma opção para este usuário além das versões antigas do Windows?
- Usuários com hardware antigo podem instalar o Windows Vista? Qual a opção que a Microsoft oferece para este usuário, sem contar as versões antigas do Windows?
- Profissionais de áreas específicas como a medicina, existem distribuições Linux voltadas para este tipo de profissional. Qual sistema a Microsoft poderia oferecer para este usuário, sendo que ele precisa um sistema com adaptações para seu uso (no caso este profissional tem pouco tempo disponível, ele quer um computador pronto para uso com as principais ferramentas que vão lhe auxiliar em sua área).
- Profissionais da área de tradução de idiomas possuem alguma versão do Windows planejada e pensada para suas necessidades? No caso, eles possuem algumas distribuições voltadas para esta área.
- Profissionais da área de educação contam com alguma versão do Windows considerada "educativo"?
- Fabricantes de dispositivos embarcados contam com alguma versão do Windows que eles possam usar em seus produtos e modificar conforme as necessidades do aparelho?
- Qual versão do Windows oferece suporte aos dialetos locais de determinados países? Há países que ainda não contam com uma versão do Windows adaptada para o idioma oficial, mas estes mesmos países contam com distribuições Linux que suportam o idioma oficial e também dialetos locais!

A padronização pedida por muitos impede que muitos usem o computador da melhor maneira possível.

imagem de Adam Astor

22. Adam Astor*

Disse em qui, 22/01/2009 - 23:43

Rodrigo,

Gostei do conteúdo de seus comentários.

Adam.

imagem de Anônimo

23. Anônimo*

Disse em ter, 03/02/2009 - 14:00
Leandro Santiago wrote:

Olá, gostei da sua lista de natal... :-)

Só não concordei totalmente em alguns pontos, principalmente em se falando de interface.

Em relação aos ambientes gráficos, acho que os presentes no (GNU/)Linux são muito mais bonitos que no Windows. Tanto em temas (já que na maioria deles vocẽ pode mudar tudo, desde ícones, cores, bordas, barras, etc), enquanto que no Windows você tem uma interface padrão que não muda. Não muda ícones, não muda cores, não muda temas. E, quando muda, as opções são limitadíssimas.

Mas o problema ocorre quando estamos falando de programas utilitários. Aí é verdade.

Boa parte dos programas da Microsoft não usa a toolkit padrão para desenhar os widgets. Isso pode ser visto na interface do MSN Messenger, dentre outros.

Mas se você perceber, verá que os widgets padrão do Windows - mesmo os do Vista - são horríveis! Parecem aqueles da interface Tk, todos quadrados...

Já no Linux normalmente utiliza-se somente um conjunto de widgets padrão, em Qt ou GTK. Mas isto já está mudando, já que estas duas toolkits estão pouco a pouco incluindo recursos que permitem ao desenvolvedor criar algo com uma boa aparência.

Daí vem a usabilidade. Não entendo muito de usabilidade, confesso. Mas não imagino o que realmente seja a usabilidade perfeita.

A Microsoft, a Adobe, a Apple investem muito dinheiro em usabilidade. Já a maioria dos projetos de software livre não tem uma pessoa dedicada na totalidade do tempo à este assunto. Mesmo assim surgem idéias interessantes. Aqueles que tem pessoas dedicadas à analisar e pensar a interface - maioria dos projetos grandes, como ambientes gráficos, etc - são bem sucedidos nisso.

Realmente é muito dificil para um programador pensar em Interface gráfica. Normalmente para ele um negócio basicão que só ele entenda já está bom. Quando o projeto cresce, é necessario haver alguém para cuidar desta parte. Infelizmente isto nem sempre acontece.

Quantp à questão dos pacotes, isto é muito discutido e provavelmente o assunto nunca será resolvido. O método atual de instalação é muito interessante, pois difere dos métodos utilizados no Windows e Mac, onde você deve acessar o site do programa para utilizá-lo. Na maioria das distros, é muito fácil e cômodo instalar ou remover um programa se ele estiver no repositório. O problema é quando você é obrigado a pegar coisas fora dos repositorios, pois aí surge o problema de incompatibilidade entre pacotes.

Um sistema universal não seria a solução, já que cada distro tem uma coisa específica que a caracteriza, como o gentoo tem o portage, o rh tem o rpm, o ubuntu tem deb, etc...

Acontece que há um padrão de pacotes que é o RPM, mas ele não é utilizado pela distro mais famosa, o Ubuntu. Vê se pode!

A maioria das incompatibilidades entre pacotes se dá em nível de binário, e não em formato do pacote. Eu mesmo utilizo vários pacotes de outras distros em casa, e funcionam quase sempre bem. Mas às vezes um programa é linkado com determinada biblioteca e não funcionará com outra. Aí começam vários problemas.

Att.

imagem de Os "5 Motivos que te impedem de usar linux&quot

24. Os "5 Motivos que te impedem de usar linux&quot*

Disse em sab, 07/11/2009 - 15:26
[...] O que é mais recorrente, e preocupante, é a falta de drivers para componentes. Como diz o post Minha “lista de desejos” para o Linux, do site MarcusVBP, os fabricantes de hardware não dão atenção suficiente aos sistema linux e [...]

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